VIDA NOSSA GRANDE MESTRA




É no ato da observação, que está (provavelmente!) a descoberta 
do que nos é essencial ou necessário 
num dado momento de nossa vida. 
Principalmente quando estamos buscando ( e sempre estamos!) 
alguma resposta que irá nos direcionar à nossa pretensão, 
ou até mesmo, a nossa forma de viver, 
de se posicionar em determinada fase de vida. 

Vivemos, sem dúvida, à espreita de perspectivas que nem sempre conseguimos conciliar com a fase do momento, 
pelas mais diversas dificuldades que cada pessoa tenha,  
razão pela qual torna-se imprescindível a observação, 
  com consciência de sua  necessidade.
Ainda assim, também  é passível de num estado de inconsciência, 
sem nenhum pensamento com este propósito, 
apenas contemplando,  ocorrer o que chamamos de  um "insight". 
Ou seja, a descoberta de algo  vindo de um ato de observação anterior, que vem como  luz .

O Ato de observar pode ser  fundamental e decisivo 
para uma revelação ( e geralmente é!);
 o que facilitará o entendimento,
 ou até mesmo explicitar algo. 

O Ato da observação  pode desmontar  um problema 
e  montar a peça chave de um quebra-cabeça ! 

A vida sempre  possui algo a nos revelar e nos mostrar .
 Ela é feita de ensaios,  erros e acertos, 
e justamente é no ato da observação que 
pode ser desvendado o imperceptível,
caso não estivéssemos atentos à isso. 
Este ato implica a contemplação consciente ou inconsciente, 
como citado anteriormente.

Enfim, observar é descobrir o que a vida tem a nos revelar,
o que nem sempre será descrito ou transmitido por  palavras.

Vida é contemplar, observar para Viver o Melhor que ela nos dita, 
pois é a nossa Grande Mestra!


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O HOMEM"dito"CIVILIZADO (JeanJacquesRousseau)


"...Quando,de um lado, consideramos o imenso trabalho dos homens,
 tantas ciências profundas, tantas artes inventadas, tantas forças empregadas, em que vemos os abismos entulhados, 
as montanhas tomadas, os rochedos quebrados, os rios tornados 
"in-navegáveis", terras cultivadas, 
lagos cavados, pantanais dissecados, mega-construções sobre terras, 
o mar coberto de navios, lanchas,
 e quando, olhando do outro lado, 
procuramos, meditando um pouco sobre as verdadeiras vantagens que resultaram de tudo isso para a felicidade da espécie humana, 
só podemos nos impressionar com a espantosa desproporção 
que reina entre as coisas, 
e deplorar a cegueira do homem, 
que, para nutrir o seu orgulho louco, 
na vã admiração de si mesmo, o faz correr ardorosamente 
para todas as misérias de que é susceptível 
e que 
a benfazeja natureza havia tomado o cuidado 
em que o homem vivesse afastado.

Mas, os homens são mesmo maus, uma triste e contínua experiência 
dispensa-se a prova; 
entretanto, o homem em sua natureza é bom, creio havê-lo demonstrado.

Então, que será, pois, 
que o pode ter depravado a esse ponto ? 

Serão as mudanças sobrevindas na sua constituição, nos progressos que fez e dos conhecimentos que adquiriu ?

Que se admire quanto se queira a sociedade humana, 
não será menos verdade que ela conduz necessariamente os homens 
a se odiarem entre si à proporção do crescimento dos seus interesses ? 

Que se pode pensar
de um comércio em que a razão de cada particular 
lhe dita máximas diretamente contrárias àquelas 
que a razão pública prega ao corpo da sociedade, 
e em que cada um tira os seus lucros da desgraça do outro ?

Não há, talvez, sequer um homem  abastado ao qual os seus  herdeiros ávidos, e muitas vezes os seus próprios filhos, não desejem a sua morte, secretamente.

Não há, sequer um navio no mar cujo naufrágio não constituísse uma boa notícia para algum negociante;

Ou uma só casa que um devedor de má fé não quisesse ver queimada com todos os documentos; 
ou um só povo que não se regozijasse  com os desastres dos vizinhos ?


E é assim que tiramos vantagens do prejuízo dos nossos semelhantes, 
e que a perda de um faz quase sempre a prosperidade do outro.

Mas, o que há de mais perigoso ainda é que as calamidades públicas são a expectativa e a esperança de uma multidão de particulares: 
uns querem as moléstias, 
outros, a mortalidade; 
outros, a guerra;
 outros, a fome.


...O homem da sociedade, é tudo bem diferente, trata-se primeiramente, 
de prover ao necessário, depois, ao supérfluo. 
Em seguida, vêm as delícias, depois as imensas riquezas, e depois os súbditos. 

Não há um momento sequer de descanso!

... De sorte que, após longas prosperidades, depois de haver devorado muitos tesouros e desolado muitos homens, o meu herói acabará por tudo arruinar, até que seja o único senhor do universo.

Se considerardes os sofrimentos do espírito que nos consomem, as paixões violentas que esgotam e desolam, os trabalhos excessivos de que os pobres estão sobrecarregados, em que  uns morrem de necessidades e outros dos excessos.

Se pensardes nas monstruosas misturas de alimentos, na sua perniciosa condimentação, nos alimentos corrompidos, nas drogas falsificadas, nas velhacarias dos que as vendem, nos erros daqueles que as administram, no veneno do vasilhame no qual  são preparadas; 

Se prestardes atenção nas moléstias epidêmicas oriundas da falta de ar entre multidões de seres humanos reunidos, nas que ocasionam a nossa maneira delicada do viver, as passagens alternadas das nossas casas para o ar livre, o uso de roupas vestidas ou despidas sem precauções, e todos os cuidados que a nossa sensualidade excessiva transformou em hábitos necessários, e cuja negligência ou privação nos custa imediatamente a vida ou a saúde. 

Se puderdes em dar-se conta dos incêndios e os tremores de terra que, consumindo ou derrubando cidades inteiras, fazem morrer os habitantes aos milhares; 
Em uma palavra, se reunirdes os perigos que todas essas causas acumulam continuamente sobre as nossas cabeças, sentireis como a natureza nos faz pagar caro o desprezo que temos dado às suas lições. "


(Jean Jacques Rousseau, França, in 'Discurso Sobre a Origem da Desigualdade'

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